Maestro Paulo Rowlands
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Bola de meia, bola de gude

Canção composta por Milton Nascimento e Fernando Brant.

Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração.
Toda vez que o adulto balança, ele vem pra me dar a mão.
Há um passado no meu presente, um sol bem quente lá no meu quintal.
Toda vez que a bruxa me assombra, o menino me dá a mão.

E me fala de coisas bonitas que eu acredito que não deixarão de existir:
amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor.
Pois não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver.
E não posso aceitar sossegado qualquer sacanagem ser coisa normal.

Bola de meia, bola de gude, o solidário não quer solidão.
Toda vez que a tristeza me alcança, o menino me dá a mão.
Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração.
Toda vez que o adulto fraqueja, ele vem pra me dar a mão.